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Interview with architect Marcio Kogan, pt. 2

Marcio Kogan with his team

Marcio Kogan with his team

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A few years back I had the opportunity to visit the freshly built house of my good friend Helena Montanarini, widely recognized as an arbiter of style … more

Entrevista com o arquiteto Marcio Kogan, pt. 2

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Marcio Kogan e equipe

Alguns anos atrás eu visitei a recém construida casa de minha amiga Helena Montanarini, uma das autoridades em moda no Brasil. Como muitas outras no bairro Jardim América, em São Paulo, a fachada da casa era quase invisível, protegida por portões de dois metros de altura. A implícita sensação de insegurança desapareceu imediatamente assim que entrei na casa. Uma longa caixa, de pé direito colossal, culminando em uma parede de vinte portas de vidro que se abriam para um solitário ipê amarelo, a casa era um oasis de paz. A mistura de pedra, madeira, concreto e vidro me fez lembrar das casas Neutra que eu conhecia apenas por fotos. “Quem projetou essa casa?” Perguntei. “Marcio Kogan. Ele é um gênio”. Foi a resposta de Helena. Após dois anos insistindo com Helena para nos apresentar, eu finalmente tive a oportunidade, em setembro, de conhecer Marcio e visitar seu estúdio em São Paulo. - Geoff Cook, sócio, Base.

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Micasa vol.B, fachada de trás

B: Do ponto de vista do design gráfico, o que é especialmente intrigante
sobre a atividade do arquiteto é como as pessoas de fato “vivem”  dentro do
projeto. Projetar a casa de alguém parece ser tão íntimo.

Como você equilibra o estilo de vida e desejos dos seus clientes com sua
estética e voz como arquiteto?

MK: Obviamente, no momento que a obra da casa acaba, ela está no começo de sua
vida. Durante o tempo em que houver moradores ela estará sempre em
construção. O espaço interno das casas determina muito da vida das pessoas
porém a vida anima esta casa é o que realmente vai fazer dela um  lugar
especial. Sou a favor de uma arquitetura minimalista mas sou contra uma casa
minimalista. Os moradores tem que sempre colocar sua história lá dentro. A
arquiteta Lina Bo Bardi falava que a arquitetura deveria sempre comportar
uma cristaleira vinda de herança da avó.

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Casa Corten, sala de estar

B: Para quem você gostaria de construir uma casa?

MK: Como falei acima, gosto de fazer para as pessoas que eu goste e tenha forte
empatia. Isto é uma condição básica para a minha alma funcionar.

B: E se você pudesse escolher qualquer arquiteto, vivo ou morto, para
construir sua casa, quem seria?

MK: Mies Van der Rohe, mas atualmente minha querida equipe de colaboradores
poderia me fazer este presente.

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Gama Issa em Boa Vista (renderings)

B: Você utiliza uns personagens interessantes para ilustrar os renderings
dos seus projetos. Eu gosto especialmente da noiva em fuga correndo pelos
jardins da Casa Cury. Você tem algum personagem favorito?

MK: Gostava de uma família de patinhos que apareciam nos primeiros  projetos em
todos os desenhos. Com o passar do tempo viraram um delicioso  ”Canard a
l’orange”.

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Patos religiosos

B: São também interessantes os textos que descrevem seus projetos -
pessoais, poéticos, engraçados, quase como uma notação em um diário. Eu
gosto da notação do dia 23 de junho de 2033, em que você descreve sua
sensação ao voltar a uma igreja construída 30 anos atrás - um  pequeno
vazamento no teto, arrependimento por não ter instalado um corrimão na
escada, mas feliz com o resultado. Como surgiu esse estilo  ”surreal” de
descrever projetos?

MK: Este texto por coincidência foi o primeiro que escrevi. Participávamos pela
primeira vez de um concurso público. Era para um projeto de uma Igreja
católica num campus de uma Universidade e tinha que escrever algo
explicativo e realmente não queria fazer um tradicional texto técnico e
resolvi fazer desta maneira. Todo mundo gostou, ganhamos o concurso e me
senti obrigado a escrever para todas as obras seguintes.

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Texto para projeto da igreja

B: Você tem algum projeto favorito? Algum que defina o seu estilo?

MK: Atualmente uma casa numa ilha em Paraty é um dos pet do escritório. Um
estúdio fotográfico e uma residência no interior de SP que  revisita Oscar
Niemeyer também estão cotados.

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Casa em Paraty

B: Brasília: boa ou má idéia?

MK: Brasília é incrível. Só estive lá pela primeira vez há 7 anos atrás.
Perguntava para todos se gostavam de morar lá e a resposta
surpreendentemente era sempre positiva. Uma visita à superquadra 308 e uma
leitura do texto “Brasília” da genial Clarice Lispector são momentos
imperdíveis para os amantes da arquitetura. O poeta beat  brasileiro, Paulo
Leminsky, escreveu um poema que mostra o lado B da cidade:

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Brasília

claro calar
sobre uma cidade
sem ruínas
Em Brasília admirei
Não a niemeyer lei,
admirei a vida das pessoas
penetrando nos esquemas,
tinta sangue no mata borrão,
vermelho gente
entre pedra e pedra
pela terra a dentro
Em Brasília, admirei
Admirei o pequeno restaurante
Oculto,
Criminoso por estar fora
Da quadra permitida
Sim, Brasília
Admirei o tempo
Que já cobre de anos
Tuas impecáveis matemáticas
Sim, Brasília,
O erro sim, não a lei
Muito me admiraste,
Muito te admirei

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Brasília

B: E para variar um pouco de assunto… livros favoritos? Artistas? Filmes?

MK: Ontem a noite terminei de ler um livro que adorei: “The Diving Bell and the
Butterfly” de Jean-Dominique Bauby que serviu de base para o ótimo filme de
Julian Schnabel. Sou um grande fã do Philip Roth. Gosto da  literatura beat
americana e os atuais Paul Auster e o israelense Amos Oz.

Quanto ao cinema, ele acabou para mim no dia 31 de outubro de 1991  com a
morte do cineasta italiano Federico Fellini, o maior gênio de  todas as artes
do século XX.

B: A preocupação com o meio ambiente não é novidade. Temos visto uma reação
a este desafio em vários campos criativos, incluindo a arquitetura. No seu
escritório e no Brasil, como tem sido a resposta a essa preocupação com a
sustentabilidade?

MK: Isto virou uma obrigação na profissão do arquiteto. Temos realizado vários
projetos respeitando princípios de sustentabilidade. A arquitetura
modernista brasileira sempre considerou estes fatores desde o seu princípio.
Um de seus mais importantes nomes, João Filgueiras Lima, o Lelé, foi
absolutamente genial nas soluções de sustentabilidade muito antes de se
compreender esta palavra. Mais uma dica para os amantes da  arquitetura.

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Jardim de infância Primetime

B: Além da preocupação com o meio ambiente, que outros desafios os
arquitetos enfrentam, hoje em dia?

MK: Simplicidade. Os arquitetos perderam esta noção. Tudo virou um show
pirotécnico. Recentemente no World Festival of Architecture em Barcelona,
estava olhando com muita calma todos os projetos e um me chamou muita
atenção: uma pequena construção em Nairobi, no Kenya, em que as pessoas
podiam trocar lixo por comida. No lugar era feito uma separação do lixo para
reciclagem e parte dos resíduos eram queimados em um forno que provinha
calor para cozinhar alimentos. Tudo isso custou 15 mil dólares e
possibilitou que algumas centenas de pessoas que não faziam nenhuma refeição
por dia, se alimentassem. Os arquitetos eram de um grupo chamado Planning
Systems Services Ltd.

Todos os outros projetos, muito mais caros, alguns custaram muitos bilhões
de dólares, pareciam muito menos importantes que esse. Tenho certeza que
nesta nova era em que estamos entrando a palavra simplicidade voltará a ter
o seu devido valor.

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Favela para passarinhos

B: Você colabora com frequência com outras disciplinas (design de
interiores, artistas, paisagistas)? Em que estágio do processo criativo?

Gosto da colaboração com outras disciplinas. Já trabalhamos em  show de
música, desfiles de moda, etc. Gostaria de fazer muito mais.

B: Você se vê entrando em outras áreas? Um restaurante por Marcio  Kogan,
por exemplo?

MK: Adoro cozinhar, logo um mk27 restaurant seria uma boa idéia.

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Geoff Cook, sócio da Base, com Marcio Kogan em seu estúdio em São Paulo

B: O que te aguarda no futuro?

Sobreviver. Uma frase do Oscar Niemeyer nos seus 101 anos é  perfeita: “A
vida é um sopro”.

Clique aqui para a primeira parte da entrevista.

Clique aqui para mais informações sobre Marcio Kogan.

Entrevista com o arquiteto Marcio Kogan, pt. 1

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Marcio Kogan

Alguns anos atrás eu visitei a recém construida casa de minha amiga Helena Montanarini, uma das autoridades em moda no Brasil. Como muitas outras no bairro Jardim América, em São Paulo, a fachada da casa era quase invisível, protegida por portões de dois metros de altura. A implícita sensação de insegurança desapareceu imediatamente assim que entrei na casa. Uma longa caixa, de pé direito colossal, culminando em uma parede de vinte portas de vidro que se abriam para um solitário ipê amarelo, a casa era um oasis de paz. A mistura de pedra, madeira, concreto e vidro me fez lembrar das casas Neutra que eu conhecia apenas por fotos. “Quem projetou essa casa?” Perguntei. “Marcio Kogan. Ele é um gênio”. Foi a resposta de Helena. Após dois anos insistindo com Helena para nos apresentar, eu finalmente tive a oportunidade, em setembro, de conhecer Marcio e visitar seu estúdio em São Paulo.- Geoff Cook, sócio, Base.

Base: Descreva a si mesmo.

Marcio Kogan: Já começamos com uma pergunta impossível de se responder, mas o mais
importante sobre mim mesmo é que eu uso óculos.

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Casa Corten, porta da frente e interior

B: Antes de arquitetura, você estudou cinema - como foi essa experiência, e
a transição para arquitetura?

MK: Perdi meu pai quando tinha 8 anos de idade e a partir daquele momento minha
vida se tornou um filme preto & branco. Aos 17 anos entro no cinema para
assistir “O Silêncio” de Ingmar Bergman, e percebo profundamente emocionado
como meus sentimentos estavam magicamente projetados naquela tela  branca.
Pela primeira vez na vida compreendo o sentido da palavra “arte”. Saio do
cinema vendo o mundo novamente colorido. Começo a ter uma obsessão pelo
cinema e durante meus estudos de arquitetura já realizava curta-metragens e
sigo uma carreira paralela entre as duas profissões. Em 1998 realizo o longa
“Fogo & Paixão” e percebo que a minha vida seria a arquitetura,
principalmente pela incrível dificuldade de se fazer cinema no Brasil.

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Casa Corten, escada para o terraço

B: O quê (ou quem) influenciou seu trabalho no início da sua carreira? E
hoje em dia?

MK: Acabei tendo uma formação multidisciplinar e quando me formei nunca tive uma
influência de arquitetos e sim de várias áreas como Ingmar Bergman, Federico
Fellini, Andy Warhol e o cineasta Frances Jacques Tati.

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Casa Corten, sala de estar e lareira

B: Você tem preferência por algum tipo de projeto? (Exemplo: residências
privadas vs. espaços comerciais)

MK: Não tenho preferências. Prefiro desenhar um bercinho para alguém que eu ame
do que um grande edifício na Park Avenue para quem eu não tenha
identificação. Talvez por isso meu escritório seja pequeno, mas eu gosto
disto.

B: O Brasil vivenciou, no passado, momentos de glória em diversas áreas
criativas - os anos 50-70 para a música, o Cinema Novo, e é claro o período
da arquitetura modernista, com grandes nomes como Oscar Niemeyer e Lucio
Costa. A partir desse passado de “fama e glória”, como você vê a arquitetura
brasileira de hoje?

MK: A música brasileira dispensa qualquer comentário. Antonio Carlos Jobim,
Caetano Veloso, João Gilberto, Rita Lee, Chico Buarque, Marisa Monte e
dezenas de outros nomes são gênios.

Quanto a arquitetura, sou um fanático seguidor da modernista  brasileira que
surgiu no final dos anos 30 e foi absolutamente sensacional. Nomes como
Lucio Costa (parque Guinle e Ministério da Educação e Saude), Oscar Niemeyer
(casa das Canoas e a Oca no Parque Ibirapuera), Affonso Reidy (Pedregulho),
Rino Levi (Banco na Sul Americano), Lina Bo Bardi (Casa de Vidro), Vilanova
Artigas (Ed. Louveira), entre outros, realizaram um trabalho inacreditável.
É interessante e difícil de compreender como um país como o Brasil, numa
época quase sem fluxo de informação, tivesse vários arquitetos e músicos
produzindo um repertório desta magnitude. O meu trabalho  humildemente
revisita este momento mágico. Depois de um período apagado, até em virtude
de uma ressaca e conhecido como a “geração perdida” voltamos a ter vários
arquitetos realizando um grande trabalho. O justo reconhecimento
internacional de Paulo Mendes da Rocha é uma prova disto.

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Casa C16H14O3, fachada e painél de policarbonato

B: Qual obra arquitetônica você gostaria de ter feito, e por quê?

MK: Obviamente o Pavilhão Barcelona. É a grande obra de arquitetura  moderna.

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Casa C16H14O3, fachada e painél de policarbonato

B: E por outro lado, se você pudesse escolher uma construção para  demolir, explodir, e apagar da memória coletiva, qual seria?

MK: 99% da cidade de São Paulo.

B: Você trabalha principalmente no Brasil, mas tem uma presença no cenário
mundial. Você traz algo do Brasil no seu trabalho fora do país?  Uma casa em
New Jersey teria um toque brasileiro?

MK: Eu sou brasileiro com muita influência do nosso modernismo, logo  isto
transpira para todos os projetos, de uma forma não folclórica.

B: Você mora em São Paulo, uma cidade do tipo “ame ou odeie” para muitos. O
que você pensa de São Paulo?

MK: Gosto de falar sobre São Paulo. É na minha opinião uma das mais  feias,
poluídas, violentas e caóticas cidades do mundo. Tem todos os  defeitos que
podemos imaginar e a xingamos em todos os momentos.  Irracionalmente ela é
sensacional, radiante e com uma vitalidade e energia fantásticas e
inigualável que dificilmente encontraremos em outras cidades. A  mistura de
tudo monta uma personalidade única e apaixonante. Sou um viciado  por São
Paulo.

Como diria Caetano Veloso:

“é que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
da dura poesia concreta de tuas esquinas
da deselegância discreta de tuas meninas…”.

Seu futuro? Um caos ainda maior. Sua infra-estrutura é construída  de forma muito mais lenta do que seu crescimento. É o melhor exemplo de  ”love it or hate it”que existe.

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Micasa vol.B, fachada e evento Lancôme

B: Que outras cidades/lugares você gosta, pela arquitetura ou por outros
motivos?

MK: Depois de São Paulo, minhas cidade predileta é Nova York (quase uma cidade
irmã de SP). Gosto de muita energia, caos e população multi-racial numa
cidade. Não agüento dois dias sem isto.

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Micasa vol.B, conexão com loja existente e evento

B: Você tem planos de abrir escritórios em outras cidades?

MK: Se um dia existir esta oportunidade numa cidade que eu goste, vou  adorar.

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Maquetes para a exposição Happyland

B: Com Isay Weinfeld você desenvolveu a exposição Arquitetura e Humor, uma
crítica social a projetos de urbanismo no Brasil. Qual foi a motivação por
trás desses projetos “alternativos”? Você sente uma responsabilidade social,
como arquiteto, em um país como o Brasil?

MK: Nos meus estudos de arquitetura só fazia projetos conceituais, com muita
crítica social, arquitetônica e urbanística com uma dose de humor. Isto
dominou de tal forma meus estudos, que quando me formei arquiteto e de uma
forma bem polêmica eu não tinha a mínima idéia do que fazer no mundo real.
Realizei com o Isay 5 exposições (Arquitetura & Humor, Arquitetura
Ornitológica, Umore and Architektur, Happyland e happyland vol. 2, que
contavam esta história, sendo a última “Happyland” convidada pela 25ª.
Bienal de Artes de São Paulo em 2002. Era sobre uma cidade onde o terror e a
violência influenciam de forma radical na sua concepção e existência.

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Arame farpado Happyland

B: Qual é a história por trás da figura do boneco-bebê?

MK: O humor e um pouco de subversão fazem parte da minha vida. O mascote
transmite isto com sua cara simpática e malandra. Recentemente usamos sua
figura numa placa de obra e em 24 horas já estava pichada com uns chifres de
diabo em sua cabeça.

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Marcio Kogan com mascote